Quando congregávamos no Jardim América, numa pequena congregação, um dia esteve ali uma comissão de missões, selecionando jovens para uma escola de missões. Como eu era muito menina, meu pai não permitiu, mas isso ficou como um desejo ardente no meu coração. O tempo passou e esse desejo adormeceu. Enquanto eu crescia, meus pais se afastaram da comunhão da igreja por razões que exporei em outra oportunidade. Somente alguns anos depois, após meu regresso a comunhão do Senhor, cursei um seminário oficialmente. Nos tempos de colégio conheci uma pessoa que marcou muito minha vida, uma irmã, amiga, colega de escola, companheira de grandes momentos bons e ruins. Devido a alguns fatos ocorridos, tornei-me uma pessoa extremamente deprimida. Essa minha amiga, Ilma, foi uma mão forte usada por Deus para me levantar nas muitas vezes em que eu me sentia no fundo do poço. Junto com ela a chama de missões tornou a arder em mim, e pelas aulas do seminário que estava cursando (IBICAMP), Deus guardava para nós grandes propósitos e, talvez, ela tenha servido de inspiração para mim em muitas decisões. Sempre amei com um amor de Deus a minha amiga Ilma e até hoje, não importa a distância que moramos uma da outra, ou o tempo que passe, quando nos encontramos, nossa amizade permanece inalterada. Essa é uma das muitas pessoas que desejo reencontrar no céu. Na faculdade também conheci outra querida e mui estimada irmã, Etelvina, carinhosamente apelidada Tel. Ela era missionária e havia servido o Senhor entre os índios em Mato Grosso já por dez anos, na época em que nos conhecemos. Embora os tempos de faculdade tenham sido marcados por experiências não tão agradáveis, Deus conservou minha fé e olhos fixos nEle. Trabalhou em mim de modo a me mostrar que era Fiel, dando-me a oportunidade de conhecer pessoas que, positivamente, me incentivaram na jornada cristã. Mas só depois que me casei, pude então concretizar meu sonho missionário, em 'Jerusalém'. Fazer visitas a pessoas sedentas da Palavra era algo tão extraordinariamente maravilhoso pra mim que as pessoas podiam sentir isso, tornando o trabalhar do Senhor mais gratificante em mim mesma. Porque falar de Jesus nos faz olhar para nossas atitudes e condição de pecador, possibilitando a busca na Palavra de algo que, de certa forma, nos revele o propósito de Deus em nós mesmos. Então, para não sermos hipócritas, devemos observar a Lei do Senhor, meditar nela e praticá-la, caso contrário, tudo o que compartilhamos com as pessoas das Escrituras não será realidade em nós. E isso me causava pavor... porque se não tocarmos a realidade das Escrituras, tudo o que ouvirmos e falarmos será vazio.
O Senhor tem me dado muitas oportunidades de compartilhar o Seu falar em diversos lugares. Nem eu mesma imaginei como o Senhor poderia fazer algo tão grandioso em uma pessoa que havia passado boa parte da vida alienada do Verdadeiro Propósito de Deus. Ele veio a mim; compadeceu-se, mas antes de tudo, me amou com amor eterno.
Desde que saímos do Jardim América e fomos para o Jardim Europa, pouca coisa mudou, a não ser que deixamos de congregar. Nesse período, lembro-me de uma apresentação na igreja da Nova Suíça para as mães. Eu era tão estupidamente ignorante de tudo. Convidei minha mãe, que não pôde ir, mas mesmo assim, pra mim foi indiferente para fazer a apresentação. Cantamos: "andei por todos os jardins, procurando a flor pra te ofertar. Em lugar algum eu encontrei a flor perfeita pra te dar. Ninguém sabia onde estava, esta flor me mostra perfeição, ela se chama 'flor mamãe' que só nasce no jardim do coração. Enfeita, nossos sonhos, perfuma nossa ilusão. Flor divina, que eu suponho, faz milagres em oração. Nesse dia, de carinho, quero oferecer com emoção: flor mamãe, amor perfeito". Acho que era assim. Era um pequeno jogral com coreografia e cada criança segurava uma flor artesanal em sua mão. Levei a flor e entreguei pra mamãe. Com ela todo meu amor, falho, pequeno, imperfeito, mas verdadeiro, infantil...
Hoje, olhando para essas memórias que vêm e vão, às vezes me emociono, porque tenho consciência que o que passou, não torna jamais. Nem minha mãe, que se foi em abril de 2009. Ela não volta em carne e osso para mim, mas sim, como essas lembranças,de forma esfumaçada, revelando poucos detalhes. Mas um que não consigo esquecer é o tom de sua voz, principalmente, quando ela me ligava perguntando se eu estava bem, se estava sentindo 'dor de cabeça', se tinha tomado meu café. Isso ela fazia constantemente...
O Senhor tem me dado muitas oportunidades de compartilhar o Seu falar em diversos lugares. Nem eu mesma imaginei como o Senhor poderia fazer algo tão grandioso em uma pessoa que havia passado boa parte da vida alienada do Verdadeiro Propósito de Deus. Ele veio a mim; compadeceu-se, mas antes de tudo, me amou com amor eterno.
Desde que saímos do Jardim América e fomos para o Jardim Europa, pouca coisa mudou, a não ser que deixamos de congregar. Nesse período, lembro-me de uma apresentação na igreja da Nova Suíça para as mães. Eu era tão estupidamente ignorante de tudo. Convidei minha mãe, que não pôde ir, mas mesmo assim, pra mim foi indiferente para fazer a apresentação. Cantamos: "andei por todos os jardins, procurando a flor pra te ofertar. Em lugar algum eu encontrei a flor perfeita pra te dar. Ninguém sabia onde estava, esta flor me mostra perfeição, ela se chama 'flor mamãe' que só nasce no jardim do coração. Enfeita, nossos sonhos, perfuma nossa ilusão. Flor divina, que eu suponho, faz milagres em oração. Nesse dia, de carinho, quero oferecer com emoção: flor mamãe, amor perfeito". Acho que era assim. Era um pequeno jogral com coreografia e cada criança segurava uma flor artesanal em sua mão. Levei a flor e entreguei pra mamãe. Com ela todo meu amor, falho, pequeno, imperfeito, mas verdadeiro, infantil...
Hoje, olhando para essas memórias que vêm e vão, às vezes me emociono, porque tenho consciência que o que passou, não torna jamais. Nem minha mãe, que se foi em abril de 2009. Ela não volta em carne e osso para mim, mas sim, como essas lembranças,de forma esfumaçada, revelando poucos detalhes. Mas um que não consigo esquecer é o tom de sua voz, principalmente, quando ela me ligava perguntando se eu estava bem, se estava sentindo 'dor de cabeça', se tinha tomado meu café. Isso ela fazia constantemente...